quarta-feira, 5 de junho de 2013

O INCÊNDIO QUE LEVOU TUDO O QUE EU TINHA DE MIM.



O diabo pode ser um incêndio que destrói tudo que nasceu dentro de você.
Quando nos sentimos assim vazios procuramos algo, alguém, um ser, um quê, para nos preencher...É doloroso demais olhar para dentro de si e nada ver além do vazio imenso que se alastra de ponta a ponta.
De ante de tal desespero a reação é preencher-se
Ai nos sentimos rasos demais
Sem raíz
Sem valor
Sem, simplesmente sem
Tudo se queimou, tudo se foi
Devastaram seu bosque
Varreram da terra seus sonhos
Pisaram suas ideias
Lançaram fora suas boas propostas.
Um terreno cheio de lama, sem atrativo algum, onde as borboletas erram e onde não se ouve o canto do sabiá.
Houve um homem experimentado nos trabalhos que resolveu comprar essa terra em preto e branco, queria depositar ali suas sementes e dar a essa terra um tratamento especial.
Deu por ela tudo o que tinha, como que sua própria vida. Pra ele a terra não sorria, era como rostos que gemiam de dor.
O homem adubou a terra e por longos períodos trabalhou nela.
Cercada ela foi, e pisada não mais era por todos.
A terra ganhou um rio que morava ao lado, de sorte que sua cor se tornou verde, e de terreno passou a ser plantação, bosque e jardim, onde variedades de plantas, vidas e animais se achavam nela.
O homem se alegrou e se orgulhou da sua terra por vê-la prosperar.
A nossa vida é assim, quando de alguma forma nos vemos devastados pelas circunstâncias mais tristes, ai vem o bom homem, chamado Jesus e investe o tempo que for necessário até que nos tornemos jardim fechado, restaurado e regado do Senhor.
Amém.

terça-feira, 4 de junho de 2013

TUDO OU NADA.




Quem é o TUDO?
Quem deveria ser o TUDO?
O que é o seu TUDO?
Miseráveis somos quando montamos nossa estrutura existencial em coisas que tendem a nos abandonar e nos despedir vazios como que despidos no tempo frio e chuvoso.
A que nos apegar, qual a nossa fonte, de onde ela emana?
Somos baterias recarregáveis, baterias que necessitam de energia para continuar a tarefa de produzir alguma coisa nessa vida.
Mas onde estamos nos conectando e onde mora a nossa dependência?
Nós morremos quando morre aquilo pelo qual vivíamos.
Se pomos expectativas em humanos que são por natureza cheios de defeitos, o que esperar?
A entrega não deveria ser total e deveríamos buscar fontes não terrenas.
Nossas raízes deveriam estar bebendo de fontes que não se esgotam.
Mas esse caminho excelente e superior, se conhece com o tempo, com os tombos que levamos durante a caminhada, aí entendemos que para se doer menos é preciso esconder-se em lugares não terrenos, e pautar a vida não em seres humanos que falham, mudam, imprevisíveis são, decepcionam e abandonam.
Dessa roupa que nos veste dor, dela só nos despiremos quando passarmos o grande rio e vivermos a grande virada.
Quando pensei só falar a verdade, estava eu a mentir.
Quando achava tão desumano enganar, me encontrei de alguma forma enganando, nem que fosse a mim mesmo.
E quando um dia me senti superior a alguém, vi que essa superioridade era um sonho meu, de fato um sonho do meu próprio orgulho, pois o real e a dura realidade é que trago comigo minhas próprias mazelas e que tb estou com os pés no mesmo chão.
O santo se profanou, pois ao me achar santo demais negligenciei a salvação, e a misericórdia do salvador. Me tornei cego por não ver e paralítico por não sair mais do meu mundinho bobo da própria razão.
Fique por uns dias sem aquilo do qual te é tão preciso, a intensidade da falta dirá o quanto tal coisa é valiosa para você.
É estupidez demais vestisse desse mundo para morrer com ele.
Bizarro, apostar todas as fichas na corda que pode se romper a qualquer estação.
Depois de ferido e ver meu sangue embebedar o solo árido, compreendi que devo subir.
Que não morrer partiu de uma decisão minha.
Que por mais que o cenário fosse de morte, ela não pôde se consumar...A vida ainda estava em mim, gritava em meu peito, débil mas estava ali, frágil porém forte, era a chance que eu precisava.
Me ergui do monturo e pude ver o meu futuro e tive a certeza que ali não seria a última estação e nem o ponto final, havia sim, uma vírgula colocada pelo dedo do próprio Deus.
E tudo isso anunciava para que o meu TUDO pudesse ser o inatingível e o invencível.
Que a fonte que não se esgota está lá, lá bem no alto e foi pra lá que joguei o meu coração e Ela a mim se apegou e dela bebeu o meu coração magoado e adoecido.
Minha base militar, o refúgio secreto, a conexão perfeita que me faz caminhar sem variações.
O dia que não se ausenta e  a noite que não se apresenta.
Decidindo assim ser e viver, agora posso sorrir sem medo dos assaltos que as circunstancias da vida proporcionam, e ainda que vestido dessa veste humana que ainda me dói, fui fortalecido quando compreendi que preciso andar à sombra de Deus.
E se o meu tudo agora Ele se tornou, logo, de tudo terei, das mais profundas graças que emanam do seu fantástico e imensurável amor.
Amém.