Quem é o TUDO?
Quem deveria ser o
TUDO?
O que é o seu TUDO?
Miseráveis somos
quando montamos nossa estrutura existencial em coisas que tendem a nos
abandonar e nos despedir vazios como que despidos no tempo frio e chuvoso.
A que nos apegar,
qual a nossa fonte, de onde ela emana?
Somos baterias
recarregáveis, baterias que necessitam de energia para continuar a tarefa de
produzir alguma coisa nessa vida.
Mas onde estamos nos
conectando e onde mora a nossa dependência?
Nós morremos quando morre aquilo pelo
qual vivíamos.
Se pomos expectativas
em humanos que são por natureza cheios de defeitos, o que esperar?
A entrega não deveria
ser total e deveríamos buscar fontes não terrenas.
Nossas raízes
deveriam estar bebendo de fontes que não se esgotam.
Mas esse caminho
excelente e superior, se conhece com o tempo, com os tombos que levamos durante
a caminhada, aí entendemos que para se doer menos é preciso esconder-se em
lugares não terrenos, e pautar a vida não em seres humanos que falham, mudam,
imprevisíveis são, decepcionam e abandonam.
Dessa roupa que nos veste dor, dela
só nos despiremos quando passarmos o grande rio e vivermos a grande virada.
Quando pensei só
falar a verdade, estava eu a mentir.
Quando achava tão
desumano enganar, me encontrei de alguma forma enganando, nem que fosse a mim
mesmo.
E quando um dia me senti
superior a alguém, vi que essa superioridade era um sonho meu, de fato um sonho
do meu próprio orgulho, pois o real e a dura realidade é que trago comigo minhas
próprias mazelas e que tb estou com os pés no mesmo chão.
O santo se profanou,
pois ao me achar santo demais negligenciei a salvação, e a misericórdia do
salvador. Me tornei cego por não ver e paralítico por não sair mais do meu
mundinho bobo da própria razão.
Fique por uns dias
sem aquilo do qual te é tão preciso, a intensidade da falta dirá o quanto tal coisa é valiosa para você.
É estupidez demais vestisse desse
mundo para morrer com ele.
Bizarro, apostar
todas as fichas na corda que pode se romper a qualquer estação.
Depois de ferido e
ver meu sangue embebedar o solo árido, compreendi que devo subir.
Que não morrer partiu
de uma decisão minha.
Que por mais que o
cenário fosse de morte, ela não pôde se consumar...A vida ainda estava em mim,
gritava em meu peito, débil mas estava ali, frágil porém forte, era a chance
que eu precisava.
Me ergui do monturo e
pude ver o meu futuro e tive a certeza que ali não seria a última estação e nem
o ponto final, havia sim, uma vírgula colocada pelo dedo do próprio Deus.
E tudo isso anunciava para que o meu
TUDO pudesse ser o inatingível e o invencível.
Que a fonte que não
se esgota está lá, lá bem no alto e foi pra lá que joguei o meu coração e Ela a
mim se apegou e dela bebeu o meu coração magoado e adoecido.
Minha base militar, o
refúgio secreto, a conexão perfeita que me faz caminhar sem variações.
O dia que não se
ausenta e a noite que não se apresenta.
Decidindo assim ser e
viver, agora posso sorrir sem medo dos assaltos que as circunstancias da vida
proporcionam, e ainda que vestido dessa veste humana que ainda me dói, fui
fortalecido quando compreendi que preciso andar à sombra de Deus.
E se o meu tudo agora
Ele se tornou, logo, de tudo terei, das mais profundas graças que emanam do seu
fantástico e imensurável amor.
Amém.
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