terça-feira, 4 de junho de 2013

TUDO OU NADA.




Quem é o TUDO?
Quem deveria ser o TUDO?
O que é o seu TUDO?
Miseráveis somos quando montamos nossa estrutura existencial em coisas que tendem a nos abandonar e nos despedir vazios como que despidos no tempo frio e chuvoso.
A que nos apegar, qual a nossa fonte, de onde ela emana?
Somos baterias recarregáveis, baterias que necessitam de energia para continuar a tarefa de produzir alguma coisa nessa vida.
Mas onde estamos nos conectando e onde mora a nossa dependência?
Nós morremos quando morre aquilo pelo qual vivíamos.
Se pomos expectativas em humanos que são por natureza cheios de defeitos, o que esperar?
A entrega não deveria ser total e deveríamos buscar fontes não terrenas.
Nossas raízes deveriam estar bebendo de fontes que não se esgotam.
Mas esse caminho excelente e superior, se conhece com o tempo, com os tombos que levamos durante a caminhada, aí entendemos que para se doer menos é preciso esconder-se em lugares não terrenos, e pautar a vida não em seres humanos que falham, mudam, imprevisíveis são, decepcionam e abandonam.
Dessa roupa que nos veste dor, dela só nos despiremos quando passarmos o grande rio e vivermos a grande virada.
Quando pensei só falar a verdade, estava eu a mentir.
Quando achava tão desumano enganar, me encontrei de alguma forma enganando, nem que fosse a mim mesmo.
E quando um dia me senti superior a alguém, vi que essa superioridade era um sonho meu, de fato um sonho do meu próprio orgulho, pois o real e a dura realidade é que trago comigo minhas próprias mazelas e que tb estou com os pés no mesmo chão.
O santo se profanou, pois ao me achar santo demais negligenciei a salvação, e a misericórdia do salvador. Me tornei cego por não ver e paralítico por não sair mais do meu mundinho bobo da própria razão.
Fique por uns dias sem aquilo do qual te é tão preciso, a intensidade da falta dirá o quanto tal coisa é valiosa para você.
É estupidez demais vestisse desse mundo para morrer com ele.
Bizarro, apostar todas as fichas na corda que pode se romper a qualquer estação.
Depois de ferido e ver meu sangue embebedar o solo árido, compreendi que devo subir.
Que não morrer partiu de uma decisão minha.
Que por mais que o cenário fosse de morte, ela não pôde se consumar...A vida ainda estava em mim, gritava em meu peito, débil mas estava ali, frágil porém forte, era a chance que eu precisava.
Me ergui do monturo e pude ver o meu futuro e tive a certeza que ali não seria a última estação e nem o ponto final, havia sim, uma vírgula colocada pelo dedo do próprio Deus.
E tudo isso anunciava para que o meu TUDO pudesse ser o inatingível e o invencível.
Que a fonte que não se esgota está lá, lá bem no alto e foi pra lá que joguei o meu coração e Ela a mim se apegou e dela bebeu o meu coração magoado e adoecido.
Minha base militar, o refúgio secreto, a conexão perfeita que me faz caminhar sem variações.
O dia que não se ausenta e  a noite que não se apresenta.
Decidindo assim ser e viver, agora posso sorrir sem medo dos assaltos que as circunstancias da vida proporcionam, e ainda que vestido dessa veste humana que ainda me dói, fui fortalecido quando compreendi que preciso andar à sombra de Deus.
E se o meu tudo agora Ele se tornou, logo, de tudo terei, das mais profundas graças que emanam do seu fantástico e imensurável amor.
Amém.

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